Agora é só fazer o download e produzir o material. Bom trabalho!!!
"Chegamos a um outro século e o homem, por meio dos avanços da ciência, produz um sistema de técnicas de informação. Estas passam a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando a presença planetária desse novo sistema técnico"
(SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 2000)
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
Painéis
Agora é só fazer o download e produzir o material. Bom trabalho!!!
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VITÓRIA DA CONQUISTA
terça-feira, 15 de maio de 2012
Dia do Geógrafo - 29 de Maio (data e profissão regulamentada pela Lei n° 6.664, de 26/6/79, e Decreto n°85.138, de 15/12/80, e pela Lei n° 7.399, de 04/11/85, e Decreto n° 92.290, de 10/01/86): Sugestões para pesquisa e confecção dos Banners
Caros estudantes,
Abaixo segue a lista com os links onde podem achar as características, trajetória acadêmica, publicações e fotos dos geógrafos que devem ser pesquisados para a exposição comemorativa que realizaremos. Lembrem-se que não basta usar o CTRL C + CTRL V para produzir os painéis, pois teremos uma exposição acompanhada da apresentação do material, para os estudantes do IFBA e de outras instituições públicas: ISSO REQUER ESTUDO! Alguns professores do Departamento de Geografia da UESB também estarão presentes na atividade.
Saliento que os links trazem um pouco da vida dos geógrafos mas trazem também a forma como a mídia se refere a cada um deles, que demonstra a importância de seus estudos e a contribuição geral que deram à nossa sociedade.
Vejam os links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Harvey
http://robertlobato.com.br/entrevista-do-david-harvey-na-folha-de-sao-paulo/
http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2596-david-harvey-fala-a-caros-amigos-da-crise-capitalista-e-outros-temas
http://g1.globo.com/platb/maquinadeescrever/2012/02/18/david-harvey-vem-ao-brasil-mostrar-que-a-crise-nao-acabou/
http://www.conjur.com.br/2012-mar-16/ideias-milenio-david-harvey-geografo-professor-ingles
MILTON SANTOS
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4798868Z6
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milton_Santos
http://miltonsantos.com.br/site/
http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2324&Itemid=25
http://permanecermiltonsantos.blogspot.com.br/
http://www.cantodomundo.com/2012/01/encontro-com-milton-santos-o-mundo.html
http://www.usp.br/neinb/?q=node/40
http://saberesaconectar.blogspot.com.br/2008/02/milton-santos-download-livros.html
http://www.youtube.com/watch?v=yRsRH4Pky18
http://miltonsantos.wordpress.com/biografia-de-milton-santos/
AZIZ AB'SABER
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aziz_Ab'Saber
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/morre-aziz-absaber-aos-87-anos/
http://alceucastilho.blogspot.com.br/2012/03/adeus-aziz-absaberafirma-seu-papel-na.html
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/conhecimento-de-aziz-absaber-foi-uma-fonte-de-inspiracao-diz-lula.html
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/entrevista-de-ab%E2%80%99-saber-ao-le-monde-diplomatique-em-2009
http://observatoriodamulher.org.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=101&Itemid=137
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=QEYqoH4sZ5I
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=10&ved=0CIYBEBYwCQ&url=http%3A%2F%2Fleonildoc.orgfree.com%2Focw%2Focw10.htm&ei=ufCyT7fvNYWu8AS6oJ3YCA&usg=AFQjCNFzdLR50D0xLHzRBH_xy-MYZhHScA
http://leonildoc.orgfree.com/ocw/ocw10.htm
http://profissaogeografo.blogspot.com.br/2007/09/aziz-absaber-reconceituando-educao.html
JOSUÉ DE CASTRO
http://pt.wikipedia.org/wiki/Josu%C3%A9_de_Castro
http://www.josuedecastro.com.br/
http://www.josuedecastro.org.br/
http://www.fomezero.gov.br/noticias/geografia-da-fome-de-josue-de-castro-faz-quarenta-anos
http://www.youtube.com/watch?v=DyMRTbUMuqM
http://www.novacultura.de/carangueijos.html
http://www.scielo.br/pdf/csp/v24n11/27.pdf
JURANDYR ROSS
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jurandyr_Ross
https://www.facebook.com/pages/Jurandyr-Ross/111462075589997
http://www.metodista.br/cidadania/numero-27/transposicao-do-rio-sao-francisco-e-polemica-desde-o-imperio
http://www.youtube.com/watch?v=Ar8Q8vsqrUc
http://www.suapesquisa.com/relevo/
ANA EMÍLIA DE QUADROS FERRAZ
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4774864T6
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/32/res05_32.pdf
http://www.blogdaresenhageral.com.br/v1/2011/10/31/escola-realiza-a-exposicao-vitoria-da-conquista-prazer-em-conhecer/
http://www.mariasalome.com.br/projeto/1
https://www.facebook.com/profile.php?id=100003713528215
http://www.ledanova.com.br/eventos_ver.php?cod=231
RUY MOREIRA
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruy_Moreira
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4787152Z4
http://www.youtube.com/watch?v=FXGXNx14h3o
http://www.youtube.com/watch?v=NNkTNULW9lg
http://simposiodegeografiauesb.blogspot.com.br/2011/12/ruy-moreira-discursos-geograficos.html
http://www.youtube.com/watch?v=D9CNgHDfim4
http://www.editoracontexto.com.br/autores_det.asp?autor=593
ROGÉRIO HAESBAERT
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783249D9
http://vimeo.com/8546062
https://www.facebook.com/rogerio.haesbaert
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rogerio_Haesbaert_da_Costa
http://www.traca.com.br/autores/autor.php?autor=ROGERIO%20HAESBAERT
http://conhecimentopratico.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/32/artigo182045-1.asp
GAETANA DE BRITO PALLADINO PEREIRA
http://simposiodegeografiauesb.blogspot.com.br/p/programacao.html
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=H62800
JANIO LAURENTINO SANTOS
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=P981044
http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=2282494423261197
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&co_autor=65630
https://www.facebook.com/janio.santos.73?ref=ts
YVES LACOSTE
http://pt.wikipedia.org/wiki/Yves_Lacoste
http://coordenadaativaegeografia.blogspot.com.br/2009/02/yves-lacoste.html
http://pt.scribd.com/r638899/d/4799781-geografiayves-lacoste
http://www.4shared.com/rar/LTIbpmOa/Yves_Lacoste_-_A_GEOGRAFIA_Iss.html
KARL RITTER
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Ritter
www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&ved=0CGQQFjAB&url=http://www.knoow.net/ciencterravida/geografia/ritterkarl.htm&ei=6Ze1T_q-KpGI8QSIqJHkDw&usg=AFQjCNEB0giGOgTRvw1GyoEw13NuyJhj4Q
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=9&ved=0CHsQFjAI&url=http%3A%2F%2Fwww.e-publicacoes.uerj.br%2Fojs%2Findex.php%2Fgeouerj%2Farticle%2Fdownload%2F1428%2F1206&ei=6Ze1T_q-KpGI8QSIqJHkDw&usg=AFQjCNFti0lzpc3w_XxooWoTPf8nDber5g
http://www.webartigos.com/artigos/carl-ritter-ritter-e-a-geografia/31414/
http://novodicionariodegeografia.blogspot.com.br/2007/07/carl-ritter-organizao-da-espao-na.html
https://www.google.com.br/search?q=karl+ritter&hl=pt-BR&newwindow=1&prmd=imvnsob&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=6Ze1T_q-KpGI8QSIqJHkDw&ved=0CGcQsAQ&biw=1280&bih=656&sei=UJq1T8q6L4KC8QT6l5QD
ALEXANDER VON HUMBOLDT
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_von_Humboldt
https://www.google.com.br/search?q=alexander+von+humboldt&hl=pt-BR&newwindow=1&prmd=imvnsb&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=vZq1T5yhM4uk8gSl8MTIDw&ved=0CHsQsAQ&biw=1280&bih=656&sei=0pq1T4TZLYKi9QSautDYDw
http://www.brasilescola.com/biografia/alexander-von-humboldt.htm
http://www.knoow.net/ciencterravida/geografia/humboldtalexandrevon.htm
http://profgustavoborges.blogspot.com.br/2009/02/alexander-von-humboldt-o-pai-da.html
http://www.caminhosdegeografia.ig.ufu.br/viewarticle.php?id=482
http://eduep.uepb.edu.br/rbct/sumarios/pdf/humboldt.pdf
ARIOVALDO UMBELINO DE OLIVEIRA
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4783846T6
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariovaldo_Umbelino_de_Oliveira
http://www.geografia.fflch.usp.br/inferior/laboratorios/agraria/oliveira_au.htm
http://www.scielo.br/pdf/ea/v15n43/v15n43a15.pdf
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2010/04/20/interna_brasil,187598/incra-contesta-numeros-do-mst-sobre-familias-acampadas.shtml
http://www.editoracontexto.com.br/autores_det.asp?autor=24
https://www.google.com.br/search?q=ARIOVALDO+UMBELINO&hl=pt-BR&newwindow=1&prmd=imvnso&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=W5u1T56FNIm69gTkrY0O&ved=0CHgQsAQ&biw=1280&bih=656&sei=eJu1T_bhMYS68ATl8OH5Dw
http://artesquerda.blogspot.com.br/2011/01/ariovaldo-umbelino-politica-agraria-do.html
NIDIA NACIB PONTUSCHKA
http://www.editoracontexto.com.br/autores_det.asp?autor=285
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4707502T7
http://www.geomundo.com.br/sala-dos-professores-20136.htm
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/geografia/article/view/2360
http://www.neteducacao.com.br/acontece/materias-especiais/a-educacao-ambiental-no-dia-a-dia-escolar
RENATO LEONE MIRANDA LÉDA
http://www.ppgg.igeo.ufrj.br/index.php?option=com_content&task=view&id=581&Itemid=49
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=C503637
ANA FANI ALESSANDRI CARLOS
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Fani_Alessandri_Carlos
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4787144Z6
http://www.ub.edu/geocrit/afani.htm
http://www.editoracontexto.com.br/autores_det.asp?autor=11
http://www.facebook.com/pages/Ana-Fani-Alessandri-Carlos/171453436209270?rf=126990004010352
Boa Pesquisa!!!
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Texto para debate: Brasil: rural e urbano
Queridos anjinhos, aqui está o TEXTO 2
Vamos debater a realidade rural e urbana do Brasil nas próximas aulas desa semana. Por este motivo, postei aquie os dois textos que vocês deverão ler antes da discussão. Lembrando que os textos trazem idéias antagonicas, e que as equipes sóserao definidas na aula, por sorteio. Preparem o argumento! Sugiro que leiam os textos e marquem as idéias centrais de cada autor. Isso ajuda a formular os argumentos de vocês na hora da discussão! Eis um dos textos:
A ILUSÃO DO BRASIL URBANO
Você já teve a curiosidade de procurar saber quantos municípios brasileiros têm livraria ? Se sim, você é parte do seleto grupo dos que sabem que eles não chegam a 11%. Só em cerca de 600 dos 5.562 municípios brasileiros existe livraria. Segunda pergunta, um pouco mais difícil: a sede de um desses municípios onde nem há livraria pode ser uma cidade ? A resposta seria forçosamente negativa se fossem de caráter funcional os critérios de elevação de uma vila à categoria de cidade. Povoações que não chegam a ter livraria também não costumam cumprir as funções públicas e privadas exigidas para que uma aglomeração seja cidade. Por exemplo, não costumam ter sistema de transporte coletivo ou hotel. Todavia, o Brasil dispensa qualquer exigência desse tipo. Toda sede de município é cidade e toda sede de distrito é vila. Um critério oficial tão absurdo que chega ao ridículo de considerar como cidade a sede do município gaúcho União da Serra, que só tem 4 casas com 18 habitantes. O município tem 1.900 habitantes, dos quais 286 são considerados urbanos por residirem nessa minúscula sede municipal, ou nas sedes de seus dois distritos.
Para dizer se parte de um município como União da Serra pode ser considerada urbana, qualquer pessoa de bom senso usaria critérios funcionais. Indagaria sobre a base das atividades econômicas dos moradores, e sobre a existência de esgoto ou de agência bancária. E certamente recusaria o critério administrativo em vigor, segundo o qual urbano é todo habitante que reside no interior dos perímetros delineados pelas Câmaras Municipais em torno das sedes de município ou de distrito. Infelizmente, é assim que o Brasil conta a sua população urbana desde o auge do Estado Novo, quando Getúlio Vargas baixou o decreto-lei 311/38. Até tribos indígenas foram consideradas urbanas pelos censos demográficos e demais pesquisas do IBGE realizadas nos últimos 64 anos. União da Serra (RS) é apenas o exemplo extremo daquilo que pode ser encontrado em pelo menos 4.500 municípios nos quais vivem 52 milhões de habitantes. Por exemplo: a) os rendimentos dos moradores resultam do uso de recursos naturais, b) o contingente dos rebanhos é muito superior aos representantes da espécie humana, c) o saneamento básico não chegou sequer a suas sedes, d) não dispõem de agência bancária.
Por mais esdrúxulo que seja chamar de cidades esses milhares de minúsculas sedes municipais, nada de muito grave ocorreria se o cálculo do “grau de urbanização” do País evitasse que tais populações fossem classificadas de forma idêntica aos habitantes das 27 capitais, das 12 aglomerações metropolitanas, das 37 aglomerações não-metropolitanas, dos 77 centros urbanos, ou até das 500 sedes de municípios ambivalentes. Mas não. Quando se diz que o grau de urbanização do Brasil chegou a 81,2% em 2000, é porque foram consideradas urbanas não somente as populações de todas essas minúsculas sedes de município, como também as populações das ainda menores sedes de distritos (vilas). Tudo o que no resto do mundo seria considerado como vilarejo, povoado, aldeia, etc. – isto é, as formas rurais do território - no Brasil é oficialmente classificado de urbano. E como fica cada vez mais lógico e racional que agricultores, pecuaristas, extrativistas, pescadores, e até povos indígenas prefiram residir nas simplórias sedes de seus municípios ou distritos, são imensos os contingentes das populações rurais que incham essa cômica ficção de que o Brasil seria 81,2% urbano.
Em Portugal, por exemplo, uma povoação só pode ser elevada à categoria de vila se possuir pelo menos metade de oito equipamentos coletivos: a) posto de assistência médica, b) farmácia, c) centro cultural, d) transportes públicos coletivos, e) estação dos correios e telégrafos, f) estabelecimentos comerciais e de hotelaria, g) estabelecimento que ministre escolaridade obrigatória, h) agência bancária. E uma vila só pode ser elevada à categoria de cidade se possuir, pelo menos, metade de dez equipamentos coletivos: a) instalações hospitalares com serviço de permanência b) farmácias, c) corporação de bombeiros, d) casa de espetáculos e centro cultural, e) museu e biblioteca, f) instalações de hotelaria, g) estabelecimento de ensino preparatório e secundário, h) estabelecimento de ensino pré-primário e infantários, i) transportes públicos, urbanos e suburbanos, j) parques ou jardins públicos.
Além desses critérios funcionais, há uma preliminar eliminatória: para que seja vila a povoação deve contar com mais de 3 mil eleitores em aglomerado populacional contínuo. E para ser elevada à categoria de cidade a exigência mínima é de 8 mil eleitores. São poucos os municípios brasileiros nos quais se pode encontrar 8 mil eleitores em aglomerado populacional contínuo. E mais raros ainda são os aglomerados populacionais que possuem alguns dos dez equipamentos coletivos que definem as cidades portuguesas. Mas é o total dos habitantes das 5.562 sedes de município e das 9.946 sedes de distrito que forma a população urbana oficial. Em direção oposta às melhores análises territoriais disponíveis, segundo as quais apenas 455 municípios fazem parte da rede urbana (378 em aglomerações e 77 centros urbanos de regiões rurais).
Também é inteiramente distorcida a visão que predomina no País sobre a relação entre o território rural e os três grandes setores da economia. O território rural não é - e nunca foi – base de atividades exclusivamente primárias. As atividades agrícolas ou minerais, por exemplo, jamais estiveram distantes de muitas atividades comerciais e de transporte. E o crescimento econômico moderno as vincula umbilicalmente a certas atividades industriais e a inúmeros outros tipos de serviços. Daí porque também é falso o estereótipo dominante segundo o qual “rural = agropecuário”. Isso nunca teve, não tem, nem nunca terá nada que ver com a realidade dos fatos. Mas é outra forte distorção diariamente reproduzida pelos meios de comunicação e pelo sistema educacional.
São gravíssimos os impactos desse duplo equívoco sobre as políticas governamentais. A começar pela irracional e injusta repartição dos recursos fiscais. As capitais ficam com um terço da receita final, apesar de só abrigarem pouco mais de um quinto dos habitantes. E quem mais arca com o prejuízo é o terço da população brasileira que reside em municípios rurais. Pior: como o IPTU é na prática o único tributo significativo à disposição das prefeituras, não resta sequer a possibilidade de que 80% dos municípios cheguem a ter razoável arrecadação própria, ao contrário do que ocorre com uns 500 municípios inequivocamente urbanos e parte dos 500 ambivalentes. Além disso, quais seriam as chances de se conseguir um programa de melhoria da educação rural, ou mesmo da habitação rural, num ambiente em que se acredita que só um décimo da população será rural em 2010?
Enfim, é absolutamente compreensível que poucos saibam que um terço da população brasileira é rural e que essa proporção poderá não diminuir nas próximas décadas, pois todos somos vítimas da ficção demográfica oficial. Mas ninguém tem o direito de desconhecer as imensas desigualdades que hoje existem entre o Brasil urbano e o Brasil rural.
Uma análise da configuração territorial do Brasil revela uma tendência que não deveria ser ignorada pelos formuladores das políticas governamentais. Mesmo que se acrescente ao Brasil urbano todos os municípios ambivalentes, considerando-os como vilas de tipo “rurbano” que poderão se transformar em centros urbanos, chega-se a um total de 1.022 municípios, nos quais residiam em 2000 quase 118 milhões de pessoas. Nesse subconjunto ampliado, o aumento populacional entre 1991 e 2000 foi próximo de 20%, com destaque para as aglomerações não-metropolitanas e para os centros urbanos. Em ambos houve crescimento demográfico um pouco superior.
Mas não se deve deduzir daí, como se faz com extrema freqüência, que todos os outros municípios - de pequeno porte e características rurais - tenham sofrido evasão populacional. Isto ocorreu na metade desses municípios. Mas em um quarto deles houve um aumento populacional de 31,3%, bem superior, portanto, aos que ocorreram no Brasil urbano. E mais do que o dobro do crescimento populacional do Brasil como um todo, que foi de 15,5% no período intercensitário de 1991-2000.
Praticamente nada se sabe sobre os fatores que levaram esses 1.109 municípios com características rurais a terem um crescimento populacional tão significativo. Há casos que se explicam pelo dinamismo econômico de micro e pequenas empresas do setor de serviços, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Há casos que se explicam pelo dinamismo político de Prefeituras, particularmente no Nordeste. Mas se está muito longe de uma interpretação satisfatória sobre esse fenômeno, espalhado por todo o território nacional.
Mesmo assim, o que já se sabe é suficiente para que se rompa com a visão de que todo o Brasil rural é formado por municípios que estão se esvaziando. Não é admissível que se considere mais de 90% do território brasileiro, 80% de seus municípios, e 30% de sua população como mero resíduo deixado pela epopéia urbano-industrial da segunda metade do século 20. Pior, não é possível tratá-lo como se nele existissem entre 4.500 e 5.000 cidades imaginárias.
Todavia, o que mais interessa não é comparar a participação demográfica dos espaços mais urbanos, mais rurais, ou intermediários. O que importa é entender que o futuro dessas populações dependerá cada vez mais de articulações intermunicipais capazes de diagnosticar as vocações do território que compartilham, formular um plano de desenvolvimento microrregional, e viabilizar seu financiamento com o imprescindível apoio das esferas governamentais superiores. Isso vale tanto para as aglomerações, quanto para as microrregiões. Mas é óbvio que são as microrregiões que não contêm aglomerações as que menos estarão preparadas para enfrentar esse desafio. Daí a importância de um plano federal especialmente voltado para a promoção de articulações intermunicipais microrregionais de pequeno porte populacional. Isto é, um programa especialmente voltado ao desenvolvimento sustentável do Brasil rural.
É absolutamente necessária alguma forma de articulação microrregional dos municípios rurais, que inclua seu eventual centro urbano e seus municípios intermediários, para que possa haver diagnóstico, planejamento, divisão do trabalho e capacidade operacional. Infelizmente, muitas políticas do governo federal fazem com que os municípios só “se voltem para o próprio umbigo”, mediante criação de inúmeros conselhos municipais, em detrimento das articulações intermunicipais. Claro, é muito importante que a descentralização incentive a fiscalização da sociedade sobre o uso que as prefeituras fazem das verbas federais que recebem. Mas é equivocado imaginar que um conselho de um minúsculo município possa diagnosticar e planejar o desenvolvimento rural.
O rural é necessariamente territorial, e não setorial como os programas dos órgãos governamentais. O grande desafio está, portanto, em propor uma estratégia realista que possa viabilizar uma factível transição de ações setoriais para uma articulação horizontal das intervenções.
Vamos debater a realidade rural e urbana do Brasil nas próximas aulas desa semana. Por este motivo, postei aquie os dois textos que vocês deverão ler antes da discussão. Lembrando que os textos trazem idéias antagonicas, e que as equipes sóserao definidas na aula, por sorteio. Preparem o argumento! Sugiro que leiam os textos e marquem as idéias centrais de cada autor. Isso ajuda a formular os argumentos de vocês na hora da discussão! Eis um dos textos:
A ILUSÃO DO BRASIL URBANO
José Eli da Veiga
Você já teve a curiosidade de procurar saber quantos municípios brasileiros têm livraria ? Se sim, você é parte do seleto grupo dos que sabem que eles não chegam a 11%. Só em cerca de 600 dos 5.562 municípios brasileiros existe livraria. Segunda pergunta, um pouco mais difícil: a sede de um desses municípios onde nem há livraria pode ser uma cidade ? A resposta seria forçosamente negativa se fossem de caráter funcional os critérios de elevação de uma vila à categoria de cidade. Povoações que não chegam a ter livraria também não costumam cumprir as funções públicas e privadas exigidas para que uma aglomeração seja cidade. Por exemplo, não costumam ter sistema de transporte coletivo ou hotel. Todavia, o Brasil dispensa qualquer exigência desse tipo. Toda sede de município é cidade e toda sede de distrito é vila. Um critério oficial tão absurdo que chega ao ridículo de considerar como cidade a sede do município gaúcho União da Serra, que só tem 4 casas com 18 habitantes. O município tem 1.900 habitantes, dos quais 286 são considerados urbanos por residirem nessa minúscula sede municipal, ou nas sedes de seus dois distritos.
Para dizer se parte de um município como União da Serra pode ser considerada urbana, qualquer pessoa de bom senso usaria critérios funcionais. Indagaria sobre a base das atividades econômicas dos moradores, e sobre a existência de esgoto ou de agência bancária. E certamente recusaria o critério administrativo em vigor, segundo o qual urbano é todo habitante que reside no interior dos perímetros delineados pelas Câmaras Municipais em torno das sedes de município ou de distrito. Infelizmente, é assim que o Brasil conta a sua população urbana desde o auge do Estado Novo, quando Getúlio Vargas baixou o decreto-lei 311/38. Até tribos indígenas foram consideradas urbanas pelos censos demográficos e demais pesquisas do IBGE realizadas nos últimos 64 anos. União da Serra (RS) é apenas o exemplo extremo daquilo que pode ser encontrado em pelo menos 4.500 municípios nos quais vivem 52 milhões de habitantes. Por exemplo: a) os rendimentos dos moradores resultam do uso de recursos naturais, b) o contingente dos rebanhos é muito superior aos representantes da espécie humana, c) o saneamento básico não chegou sequer a suas sedes, d) não dispõem de agência bancária.
Por mais esdrúxulo que seja chamar de cidades esses milhares de minúsculas sedes municipais, nada de muito grave ocorreria se o cálculo do “grau de urbanização” do País evitasse que tais populações fossem classificadas de forma idêntica aos habitantes das 27 capitais, das 12 aglomerações metropolitanas, das 37 aglomerações não-metropolitanas, dos 77 centros urbanos, ou até das 500 sedes de municípios ambivalentes. Mas não. Quando se diz que o grau de urbanização do Brasil chegou a 81,2% em 2000, é porque foram consideradas urbanas não somente as populações de todas essas minúsculas sedes de município, como também as populações das ainda menores sedes de distritos (vilas). Tudo o que no resto do mundo seria considerado como vilarejo, povoado, aldeia, etc. – isto é, as formas rurais do território - no Brasil é oficialmente classificado de urbano. E como fica cada vez mais lógico e racional que agricultores, pecuaristas, extrativistas, pescadores, e até povos indígenas prefiram residir nas simplórias sedes de seus municípios ou distritos, são imensos os contingentes das populações rurais que incham essa cômica ficção de que o Brasil seria 81,2% urbano.
Em Portugal, por exemplo, uma povoação só pode ser elevada à categoria de vila se possuir pelo menos metade de oito equipamentos coletivos: a) posto de assistência médica, b) farmácia, c) centro cultural, d) transportes públicos coletivos, e) estação dos correios e telégrafos, f) estabelecimentos comerciais e de hotelaria, g) estabelecimento que ministre escolaridade obrigatória, h) agência bancária. E uma vila só pode ser elevada à categoria de cidade se possuir, pelo menos, metade de dez equipamentos coletivos: a) instalações hospitalares com serviço de permanência b) farmácias, c) corporação de bombeiros, d) casa de espetáculos e centro cultural, e) museu e biblioteca, f) instalações de hotelaria, g) estabelecimento de ensino preparatório e secundário, h) estabelecimento de ensino pré-primário e infantários, i) transportes públicos, urbanos e suburbanos, j) parques ou jardins públicos.
Além desses critérios funcionais, há uma preliminar eliminatória: para que seja vila a povoação deve contar com mais de 3 mil eleitores em aglomerado populacional contínuo. E para ser elevada à categoria de cidade a exigência mínima é de 8 mil eleitores. São poucos os municípios brasileiros nos quais se pode encontrar 8 mil eleitores em aglomerado populacional contínuo. E mais raros ainda são os aglomerados populacionais que possuem alguns dos dez equipamentos coletivos que definem as cidades portuguesas. Mas é o total dos habitantes das 5.562 sedes de município e das 9.946 sedes de distrito que forma a população urbana oficial. Em direção oposta às melhores análises territoriais disponíveis, segundo as quais apenas 455 municípios fazem parte da rede urbana (378 em aglomerações e 77 centros urbanos de regiões rurais).
Também é inteiramente distorcida a visão que predomina no País sobre a relação entre o território rural e os três grandes setores da economia. O território rural não é - e nunca foi – base de atividades exclusivamente primárias. As atividades agrícolas ou minerais, por exemplo, jamais estiveram distantes de muitas atividades comerciais e de transporte. E o crescimento econômico moderno as vincula umbilicalmente a certas atividades industriais e a inúmeros outros tipos de serviços. Daí porque também é falso o estereótipo dominante segundo o qual “rural = agropecuário”. Isso nunca teve, não tem, nem nunca terá nada que ver com a realidade dos fatos. Mas é outra forte distorção diariamente reproduzida pelos meios de comunicação e pelo sistema educacional.
São gravíssimos os impactos desse duplo equívoco sobre as políticas governamentais. A começar pela irracional e injusta repartição dos recursos fiscais. As capitais ficam com um terço da receita final, apesar de só abrigarem pouco mais de um quinto dos habitantes. E quem mais arca com o prejuízo é o terço da população brasileira que reside em municípios rurais. Pior: como o IPTU é na prática o único tributo significativo à disposição das prefeituras, não resta sequer a possibilidade de que 80% dos municípios cheguem a ter razoável arrecadação própria, ao contrário do que ocorre com uns 500 municípios inequivocamente urbanos e parte dos 500 ambivalentes. Além disso, quais seriam as chances de se conseguir um programa de melhoria da educação rural, ou mesmo da habitação rural, num ambiente em que se acredita que só um décimo da população será rural em 2010?
Enfim, é absolutamente compreensível que poucos saibam que um terço da população brasileira é rural e que essa proporção poderá não diminuir nas próximas décadas, pois todos somos vítimas da ficção demográfica oficial. Mas ninguém tem o direito de desconhecer as imensas desigualdades que hoje existem entre o Brasil urbano e o Brasil rural.
Uma análise da configuração territorial do Brasil revela uma tendência que não deveria ser ignorada pelos formuladores das políticas governamentais. Mesmo que se acrescente ao Brasil urbano todos os municípios ambivalentes, considerando-os como vilas de tipo “rurbano” que poderão se transformar em centros urbanos, chega-se a um total de 1.022 municípios, nos quais residiam em 2000 quase 118 milhões de pessoas. Nesse subconjunto ampliado, o aumento populacional entre 1991 e 2000 foi próximo de 20%, com destaque para as aglomerações não-metropolitanas e para os centros urbanos. Em ambos houve crescimento demográfico um pouco superior.
Mas não se deve deduzir daí, como se faz com extrema freqüência, que todos os outros municípios - de pequeno porte e características rurais - tenham sofrido evasão populacional. Isto ocorreu na metade desses municípios. Mas em um quarto deles houve um aumento populacional de 31,3%, bem superior, portanto, aos que ocorreram no Brasil urbano. E mais do que o dobro do crescimento populacional do Brasil como um todo, que foi de 15,5% no período intercensitário de 1991-2000.
Praticamente nada se sabe sobre os fatores que levaram esses 1.109 municípios com características rurais a terem um crescimento populacional tão significativo. Há casos que se explicam pelo dinamismo econômico de micro e pequenas empresas do setor de serviços, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Há casos que se explicam pelo dinamismo político de Prefeituras, particularmente no Nordeste. Mas se está muito longe de uma interpretação satisfatória sobre esse fenômeno, espalhado por todo o território nacional.
Mesmo assim, o que já se sabe é suficiente para que se rompa com a visão de que todo o Brasil rural é formado por municípios que estão se esvaziando. Não é admissível que se considere mais de 90% do território brasileiro, 80% de seus municípios, e 30% de sua população como mero resíduo deixado pela epopéia urbano-industrial da segunda metade do século 20. Pior, não é possível tratá-lo como se nele existissem entre 4.500 e 5.000 cidades imaginárias.
Todavia, o que mais interessa não é comparar a participação demográfica dos espaços mais urbanos, mais rurais, ou intermediários. O que importa é entender que o futuro dessas populações dependerá cada vez mais de articulações intermunicipais capazes de diagnosticar as vocações do território que compartilham, formular um plano de desenvolvimento microrregional, e viabilizar seu financiamento com o imprescindível apoio das esferas governamentais superiores. Isso vale tanto para as aglomerações, quanto para as microrregiões. Mas é óbvio que são as microrregiões que não contêm aglomerações as que menos estarão preparadas para enfrentar esse desafio. Daí a importância de um plano federal especialmente voltado para a promoção de articulações intermunicipais microrregionais de pequeno porte populacional. Isto é, um programa especialmente voltado ao desenvolvimento sustentável do Brasil rural.
É absolutamente necessária alguma forma de articulação microrregional dos municípios rurais, que inclua seu eventual centro urbano e seus municípios intermediários, para que possa haver diagnóstico, planejamento, divisão do trabalho e capacidade operacional. Infelizmente, muitas políticas do governo federal fazem com que os municípios só “se voltem para o próprio umbigo”, mediante criação de inúmeros conselhos municipais, em detrimento das articulações intermunicipais. Claro, é muito importante que a descentralização incentive a fiscalização da sociedade sobre o uso que as prefeituras fazem das verbas federais que recebem. Mas é equivocado imaginar que um conselho de um minúsculo município possa diagnosticar e planejar o desenvolvimento rural.
O rural é necessariamente territorial, e não setorial como os programas dos órgãos governamentais. O grande desafio está, portanto, em propor uma estratégia realista que possa viabilizar uma factível transição de ações setoriais para uma articulação horizontal das intervenções.
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Texto para debate: Brasil: rural e urbano
Queridos anjinhos, aqui está O TEXTO 1
Vamos debater a realidade rural e urbana do Brasil nas próximas aulas. Por este motivo, postei aquie os dois textos que vocês deverão ler antes da discussão. Lembrando que os textos trazem idéias antagonicas, e que as equipes sóserao definidas na aula, por sorteio. Preparem o argumento! Sugiro que leiam os textos e marquem as idéias centrais de cada autor. Isso ajuda a formular os argumentos de vocês na hora da discussão! Eis um dos textos:
Geografia - 2º ano
TEXTO PARA DEBATE EM SALA DE AULA
SERIA O BRASIL MENOS URBANO DO QUE SE CALCULA?
Ao longo da história das relações cidade-campo há transformações inequívocas, muitas delas apontadas, pelo Autor, sem análise; o problema, portanto que se coloca é quanto ao entendimento destas transformações. O mundo se movimenta no sentido de sua realização; o capitalismo se concretiza estendendo-se realizando-se, hoje, enquanto mundial e assim redefinindo o plano do lugar. O que isto significa? Em primeiro lugar que o mundial em constituição se impõe no plano do lugar (cidade ou campo) transformando a vida realizando-se com separações, contradições, afrontamentos. A nossa época se caracteriza pela constituição da sociedade urbana realizando-se num espaço mundial, articulado, mas profundamente hierarquizado, que não quer dizer que o campo deixe de existir, mas que ele se articula agora num outro plano ao conjunto do território, com outras particularidades. As atividades voltadas ao turismo no campo, apontadas pelo autor, por exemplo, encaminha nesta direção, o que não quer dizer que vivemos em todos os lugares a sociedade urbana – mas este é o caminho que toma o processo de reprodução hoje, constituindo novos ramos de atividade, (como o turismo) novas relações entre áreas, novos conteúdos para as relações sociais, profundamente articuladas a expansão do mundo da mercadoria.
Mas contraditoriamente há o que persiste: a propriedade privada da terra / do solo (urbano) ou da terra (no campo) que delimita, orienta e condiciona a vida privada, produzindo o espaço da segregação. O espaço tornado mercadoria pela generalização do processo produtivo, generaliza a propriedade privada englobando espaços urbanos e rurais numa nova articulação. A contradição cidade/campo se desenvolve propondo uma nova contradição: centro-periferia. Já a reorganização do processo produtivo aponta novas estratégias de sobrevivência no campo e na cidade e movimentos sociais no campo e na cidade, articulados, pois a existência da propriedade marca e delimita as possibilidades de apropriação no campo e na cidade e estabelecendo lutas conjuntas.
Nesta direção o urbano e o rural aparecem num movimento da reprodução saído da história da industrialização. Não se pode ignorar que a industrialização permitiu o desenvolvimento do mundo da mercadoria; nesta direção a generalização do valor de troca, invadiu a vida cotidiana capturando o tempo cíclico da vida e submetendo-o ao tempo linear da industria; articulou as mais distantes áreas do planeta, desenvolvendo a rede de comunicação e difundindo a informação, com a evidente hierarquização dos lugares no espaço entre dominantes e dominados. No espaço permitiu a realização da propriedade privada da terra, ao longo do processo histórico, pela generalização da mercadoria- espaço. Criou um processo inexorável: a urbanização do planeta; mas o problema que se coloca não é o número de cidades que o IBGE contabiliza, do número de pessoas que vive num ou noutro lugar, mas o modo como esta sociedade (urbana) como horizonte, pode ser entendida. E o que o livro revela é que esta realidade se constitui revelando profundas contradições em função da desigualdade com que o processo se produz o que coloca para o pesquisador questões complexas, como por exemplo:como se atualiza, hoje, a contradição cidade/campo. Estaria o mundo rural desaparecendo, engolido pelo desenvolvimento das cidades? Seria o Brasil menos urbano do que se calcula? É possível pensar na existência, ainda hoje de “dois Brasis”?
O choque entre o que existe e o que se impõe como novo esta na base das transformações dos lugares que vão se integrando de modo sucessivo e simultâneo a uma nova lógica, aprofundando as contradições entre o centro e a periferia e não entre o campo e a cidade. Essas articulações sinalizam uma tendência da sociedade urbana que resulta da urbanização quase que completa da sociedade. Nascida da industrialização, essa sociedade pode ser concebida – a sociedade urbana – a partir de uma transformação radical das antigas formas urbanas e dos antigos modos de vida. Porque a urbanização generalizada tem como devir a sociedade urbana como horizonte.
A sociedade urbana tende a generalizar-se pelo processo de mundialização; o que significa que a mundialização dá um novo sentido á produção "lato senso" significa também, que um novo espaço tende a se criar na escala mundial. O aprofundamento da divisão social e espacial do trabalho busca uma nova racionalidade, uma lógica subjacente pelo emprego do saber e da técnica, da supremacia de um poder político que tende a homogeneizar o espaço através do controle, da vigilância, derrubando fronteiras administrativas, colocando em cheque os limites definidos entre espaços, subjulgando formas culturais, transformando valores e comportamentos na medida em que todas as pessoas entram ou tem possibilidade de entrar em contato com o mundo todo - uma vez que todos os pontos do planeta estão virtualmente ligados.
Este processo produz profundas mudanças, criando uma nova identidade que escapa ao local (e mesmo ao nacional), apontando para o mundial como horizonte e tendência pois, o processo não diz mais respeito a um lugar ou a uma nação somente, estas tendem a explodir em realidades supra nacionais, apoiados nos grandes desenvolvimentos científicos, basicamente o desenvolvimento e transmissão da informação, e no esmagador crescimento da mídia, com seu papel, na imposição da constituição da sociedade de consumo. Assim, o estágio atual da urbanização coloca problemas novos, produzidos em função das exigências em matéria de comunicação, de deslocamentos os mais variados e complexos criando ou acentuando uma hierarquia desigual de lugares onde a união destes pontos dá-se através de nós de articulação que redefinem as funções da metrópole, sede da gestão e da organização das estratégias que articulam espaços numa realidade complexa e contraditória.
A análise do mundo moderno impõe a todos o conhecimento do espaço enquanto noção e enquanto realidade- pois cria hoje, as condições através das quais a reprodução da sociedade se realiza. Assim cidade e campo como momentos reais do movimento de realização da sociedade revela os conteúdos da vida. Cidade e campo como momentos da reprodução da sociedade saído da história da industrialização.
No campo brasileiro, como aponta Oliveira[6], o desenvolvimento avança reproduzindo relações especificamente capitalistas, com a expansão das culturas de produtos agrícolas para exportação no bojo do processo de desenvolvimento da economia na escala global mas, recriou relações de produção não capitalistas como uma das características fundamentais da estrutura agrária brasileira, produzindo contraditoriamente, o aumento do trabalho familiar no campo e não significou, por exemplo, a extinção do trabalho escravo.
Na realidade cidade e campo sinalizam o modo como se realiza a inserção do Brasil no quadro da economia mundial, na divisão sócio-espacial do trabalho revelando a racionalidade imposta pela globalização do capital reproduzindo na escala internacional a hierarquização de espaços dominados/dominates. Neste raciocínio como ignorar que a metrópole de São Paulo é o lócus da acumulação do capital, centro do conhecimento, de decisões, da riqueza e da informação da planificação e capaz de articular quase toda a produção agrícola brasileira, engendrando logicamente a partir da articulação dos espaços dominados/dominates – reproduzindo-se internamente o mesmo sentido da articulação no plano internacional colocando acento as relações centro –periferia não mais, cidade/campo. revelando o conflito entre o global /local.
A partir da centralidade da metrópole hierarquizam-se os espaços diferenciados enquanto espaço controlado. Onde o estado transforma as condições do território nacional criando as bases para o desenvolvimento do capital controlando fluxos.
Assim, a questão que reveste importância, na realidade é qual o conteúdo do processo de urbanização, hoje, e quais as estratégias que apóiam o processo de reprodução continuada da cidade e do campo – nos planos econômico, político, e social. Assim, se de um lado, a gestação da sociedade urbana vai determinando novos padrões que se impõem de fora para dentro, pelo poder da constituição da sociedade de consumo (assentada em modelos de comportamento e valores que se pretendem universais, apoiado fortemente na mídia e pela rede de comunicação que aproxima os homens e lugares), num espaço-tempo diferenciado e desigual, de outro aponta que a realidade produzida é profundamente desigual , revelando a dialética do mundo.
Vamos debater a realidade rural e urbana do Brasil nas próximas aulas. Por este motivo, postei aquie os dois textos que vocês deverão ler antes da discussão. Lembrando que os textos trazem idéias antagonicas, e que as equipes sóserao definidas na aula, por sorteio. Preparem o argumento! Sugiro que leiam os textos e marquem as idéias centrais de cada autor. Isso ajuda a formular os argumentos de vocês na hora da discussão! Eis um dos textos:
Geografia - 2º ano
TEXTO PARA DEBATE EM SALA DE AULA
SERIA O BRASIL MENOS URBANO DO QUE SE CALCULA?
Ana Fani Alessandri Carlos
Ao longo da história das relações cidade-campo há transformações inequívocas, muitas delas apontadas, pelo Autor, sem análise; o problema, portanto que se coloca é quanto ao entendimento destas transformações. O mundo se movimenta no sentido de sua realização; o capitalismo se concretiza estendendo-se realizando-se, hoje, enquanto mundial e assim redefinindo o plano do lugar. O que isto significa? Em primeiro lugar que o mundial em constituição se impõe no plano do lugar (cidade ou campo) transformando a vida realizando-se com separações, contradições, afrontamentos. A nossa época se caracteriza pela constituição da sociedade urbana realizando-se num espaço mundial, articulado, mas profundamente hierarquizado, que não quer dizer que o campo deixe de existir, mas que ele se articula agora num outro plano ao conjunto do território, com outras particularidades. As atividades voltadas ao turismo no campo, apontadas pelo autor, por exemplo, encaminha nesta direção, o que não quer dizer que vivemos em todos os lugares a sociedade urbana – mas este é o caminho que toma o processo de reprodução hoje, constituindo novos ramos de atividade, (como o turismo) novas relações entre áreas, novos conteúdos para as relações sociais, profundamente articuladas a expansão do mundo da mercadoria.
Mas contraditoriamente há o que persiste: a propriedade privada da terra / do solo (urbano) ou da terra (no campo) que delimita, orienta e condiciona a vida privada, produzindo o espaço da segregação. O espaço tornado mercadoria pela generalização do processo produtivo, generaliza a propriedade privada englobando espaços urbanos e rurais numa nova articulação. A contradição cidade/campo se desenvolve propondo uma nova contradição: centro-periferia. Já a reorganização do processo produtivo aponta novas estratégias de sobrevivência no campo e na cidade e movimentos sociais no campo e na cidade, articulados, pois a existência da propriedade marca e delimita as possibilidades de apropriação no campo e na cidade e estabelecendo lutas conjuntas.
Nesta direção o urbano e o rural aparecem num movimento da reprodução saído da história da industrialização. Não se pode ignorar que a industrialização permitiu o desenvolvimento do mundo da mercadoria; nesta direção a generalização do valor de troca, invadiu a vida cotidiana capturando o tempo cíclico da vida e submetendo-o ao tempo linear da industria; articulou as mais distantes áreas do planeta, desenvolvendo a rede de comunicação e difundindo a informação, com a evidente hierarquização dos lugares no espaço entre dominantes e dominados. No espaço permitiu a realização da propriedade privada da terra, ao longo do processo histórico, pela generalização da mercadoria- espaço. Criou um processo inexorável: a urbanização do planeta; mas o problema que se coloca não é o número de cidades que o IBGE contabiliza, do número de pessoas que vive num ou noutro lugar, mas o modo como esta sociedade (urbana) como horizonte, pode ser entendida. E o que o livro revela é que esta realidade se constitui revelando profundas contradições em função da desigualdade com que o processo se produz o que coloca para o pesquisador questões complexas, como por exemplo:como se atualiza, hoje, a contradição cidade/campo. Estaria o mundo rural desaparecendo, engolido pelo desenvolvimento das cidades? Seria o Brasil menos urbano do que se calcula? É possível pensar na existência, ainda hoje de “dois Brasis”?
O choque entre o que existe e o que se impõe como novo esta na base das transformações dos lugares que vão se integrando de modo sucessivo e simultâneo a uma nova lógica, aprofundando as contradições entre o centro e a periferia e não entre o campo e a cidade. Essas articulações sinalizam uma tendência da sociedade urbana que resulta da urbanização quase que completa da sociedade. Nascida da industrialização, essa sociedade pode ser concebida – a sociedade urbana – a partir de uma transformação radical das antigas formas urbanas e dos antigos modos de vida. Porque a urbanização generalizada tem como devir a sociedade urbana como horizonte.
A sociedade urbana tende a generalizar-se pelo processo de mundialização; o que significa que a mundialização dá um novo sentido á produção "lato senso" significa também, que um novo espaço tende a se criar na escala mundial. O aprofundamento da divisão social e espacial do trabalho busca uma nova racionalidade, uma lógica subjacente pelo emprego do saber e da técnica, da supremacia de um poder político que tende a homogeneizar o espaço através do controle, da vigilância, derrubando fronteiras administrativas, colocando em cheque os limites definidos entre espaços, subjulgando formas culturais, transformando valores e comportamentos na medida em que todas as pessoas entram ou tem possibilidade de entrar em contato com o mundo todo - uma vez que todos os pontos do planeta estão virtualmente ligados.
Este processo produz profundas mudanças, criando uma nova identidade que escapa ao local (e mesmo ao nacional), apontando para o mundial como horizonte e tendência pois, o processo não diz mais respeito a um lugar ou a uma nação somente, estas tendem a explodir em realidades supra nacionais, apoiados nos grandes desenvolvimentos científicos, basicamente o desenvolvimento e transmissão da informação, e no esmagador crescimento da mídia, com seu papel, na imposição da constituição da sociedade de consumo. Assim, o estágio atual da urbanização coloca problemas novos, produzidos em função das exigências em matéria de comunicação, de deslocamentos os mais variados e complexos criando ou acentuando uma hierarquia desigual de lugares onde a união destes pontos dá-se através de nós de articulação que redefinem as funções da metrópole, sede da gestão e da organização das estratégias que articulam espaços numa realidade complexa e contraditória.
A análise do mundo moderno impõe a todos o conhecimento do espaço enquanto noção e enquanto realidade- pois cria hoje, as condições através das quais a reprodução da sociedade se realiza. Assim cidade e campo como momentos reais do movimento de realização da sociedade revela os conteúdos da vida. Cidade e campo como momentos da reprodução da sociedade saído da história da industrialização.
No campo brasileiro, como aponta Oliveira[6], o desenvolvimento avança reproduzindo relações especificamente capitalistas, com a expansão das culturas de produtos agrícolas para exportação no bojo do processo de desenvolvimento da economia na escala global mas, recriou relações de produção não capitalistas como uma das características fundamentais da estrutura agrária brasileira, produzindo contraditoriamente, o aumento do trabalho familiar no campo e não significou, por exemplo, a extinção do trabalho escravo.
Na realidade cidade e campo sinalizam o modo como se realiza a inserção do Brasil no quadro da economia mundial, na divisão sócio-espacial do trabalho revelando a racionalidade imposta pela globalização do capital reproduzindo na escala internacional a hierarquização de espaços dominados/dominates. Neste raciocínio como ignorar que a metrópole de São Paulo é o lócus da acumulação do capital, centro do conhecimento, de decisões, da riqueza e da informação da planificação e capaz de articular quase toda a produção agrícola brasileira, engendrando logicamente a partir da articulação dos espaços dominados/dominates – reproduzindo-se internamente o mesmo sentido da articulação no plano internacional colocando acento as relações centro –periferia não mais, cidade/campo. revelando o conflito entre o global /local.
A partir da centralidade da metrópole hierarquizam-se os espaços diferenciados enquanto espaço controlado. Onde o estado transforma as condições do território nacional criando as bases para o desenvolvimento do capital controlando fluxos.
Assim, a questão que reveste importância, na realidade é qual o conteúdo do processo de urbanização, hoje, e quais as estratégias que apóiam o processo de reprodução continuada da cidade e do campo – nos planos econômico, político, e social. Assim, se de um lado, a gestação da sociedade urbana vai determinando novos padrões que se impõem de fora para dentro, pelo poder da constituição da sociedade de consumo (assentada em modelos de comportamento e valores que se pretendem universais, apoiado fortemente na mídia e pela rede de comunicação que aproxima os homens e lugares), num espaço-tempo diferenciado e desigual, de outro aponta que a realidade produzida é profundamente desigual , revelando a dialética do mundo.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
2º ano - Urbanização Brasileira: o ponto de vista das classes sociais
Quais são os principais problemas urbanos no Brasil? Uma pergunta de fácil resposta com questões de difícil solução! Com uma sociedade divida em classes sociais e as tendências das relações cada vez mais individualistas,cada um vê a cidade por um ângulo. Mas a quem pertence a cidade? A quem esse espaço deve atender? A mídia constantemente divulga que áreas das cidades são tomadas pelo tráfico de drogas, os construtores mostram uma cidade cada vez mais valorizada, os congestionamentos evidenciam a concentração das atividades e pessoas, e os índices de pobreza e violência mostram muitas contradições. Vamos discutir sobre o tema, com base nas orientações da aula, e na crítica presente nesse vídeo.
Classe Média
(Max Gonzaga)
Sou classe médiaPapagaio de todo telejornalEu acreditoNa imparcialidade da revista semanalSou classe médiaCompro roupa e gasolina no cartãoOdeio "coletivos"E vou de carro que comprei a prestaçãoSó pago impostosEstou sempre no limite do meu cheque especialEu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anualMas eu "to nem ai"Se o traficante é quem manda na favelaEu não "to nem aqui"Se morre gente ou tem enchente em itaqueraEu quero é que se exploda a periferia todaMas fico indignado com estado quando sou incomodadoPelo pedinte esfomeado que me estende a mãoO pára-brisa ensaboadoÉ camelo, biju com balaE as peripécias do artista malabarista do farolMas se o assalto é em moemaO assassinato é no "jardins"A filha do executivo é estuprada até o fimAi a mídia manifesta a sua opinião regressaDe implantar pena de morte, ou reduzir a idade penalE eu que sou bem informado concordo e faço passeataEnquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornalPorque eu não "to nem ai"Se o traficante é quem manda na favelaEu não "to nem aqui"Se morre gente ou tem enchente em itaqueraEu quero é que se exploda a periferia todaToda tragédia só me importa quando bate em minha portaPorque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida
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sábado, 16 de abril de 2011
CALENDÁRIO DE AVALIAÇÕES DA I UNIDADE
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
A QUESTÃO DA TERRA NO BRASIL: os limites, os conflitos e a mobilização pelo estabelecimento de um limite de posse de terras
As notícias da semana "da Pátria", trazem uma questão social polêmica que afeta diversos segmentos da sociedade e das classes sociais. Leia as notícias a seguir e manifeste sua opinião, levando em conta o que já foi discutido em sala de aula sobre o meio rural e o agronegócio.
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"Com 850 milhões de hectares, o Brasil é o 5° maior país do planeta e o maior da América do Sul, mas grande parte desse imenso território está concentrada nas mãos dos grandes proprietários rurais - os "aristocratas modernos". Dos 850 milhões de hectares, 120 milhões estão improdutivos, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Esse grave problema, pouco discutido pelos principais candidatos à Presidência da República, persiste há séculos.
Combinada com a monocultura para exportação e a escravidão, a forma de ocupação das terras brasileiras pelos portugueses estabeleceu as raízes da desigualdade social que atinge o País até os dias de hoje. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1% da população detém 50% das terras brasileiras."
por Cláudio Marques (estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB))______________________________________________________________
"A história do Brasil é, ao mesmo tempo, a história do latifúndio e a história da violência sofrida pelos índios, negros e camponeses na luta pela terra. O modelo de desenvolvimento e de acumulação do capital, em curso no Brasil há mais de 500 anos, sempre esteve diretamente ligado à concentração da Terra. O primeiro mecanismo de concentração, estabelecido pelos Portugueses no processo de colonização foram as chamadas sesmarias: enormes faixas de terra, cujo título era expedido pela coroa portuguesa, que concedia o direito de uso para os homens de confiança do Rei. Após a revogação das sesmarias, o Brasil ficou sem nenhuma lei que tratasse sobre a propriedade da terra, sendo considerado como o período de intensificação da grilagem de terras no país. Quase 30 anos depois, em 1850, é que se estabeleceu um outro mecanismo que regulamentava a propriedade privada no país: a Lei de Terras. A partir desta data só poderiam ocupar as terras brasileiras por compra e venda ou por autorização do Rei. Nada mudou na estrutura fundiária brasileira. Permaneciam os mesmos latifundiários de sempre.
O passar dos séculos só tornou o latifúndio no país mais violento. Os territórios quilombolas, indígenas e a agricultura camponesa foi dando lugar a uma outra paisagem: a dos monocultivos para exportação, grandes empresas transnacionais, o agronegócio. Em 1890, viviam no campo mais de 95% da população nacional, em 1940 essa população passou a ser 77%. Trinta anos depois, em 1970, esse número cai drasticamente para 40%, é a década do Pró- álcool – um dos períodos de maior avanço da cana de açúcar no país. A população rural chega, em 2002 representando cerca de 20% da população. Os camponeses e camponesas não saíram do campo de forma espontânea e pacífica. É preciso ter um olhar mais atento sobre as causas e consequências desse processo. O propósito de “limpeza” do campo, para a expansão das grandes propriedades se deu de forma violenta contra aqueles que resistiam e lutavam em defesa de seus direitos."por CPT NE II
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"Ocorre hoje, segunda-feira, dia 30 de agosto, um ato de lançamento do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra na Universidade de São Paulo (USP). A atividade será realizada a partir das 18h na Escola de Aplicação da instituição. A mesa de abertura será formada por representantes do Movimento dos Trabalhad
ores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) e pela professora de geografia da USP, Valéria de Marcos. O comitê de articulação local organizará por toda a universidade bancas para a votação entre os dias 3 e 6 de setembro. O comitê ainda informa que no "Bandejão" da universidade haverá um local fixo para o recolhimentos dos votos durante o almoço e jantar. O Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra ocorre em todo Brasil entre os dias 1 e 7 de setembro, junto com o Grito dos Excluídos. O evento é uma iniciativa de mais de 50 entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais do campo e da cidade que fazem parte do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo.
ores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) e pela professora de geografia da USP, Valéria de Marcos. O comitê de articulação local organizará por toda a universidade bancas para a votação entre os dias 3 e 6 de setembro. O comitê ainda informa que no "Bandejão" da universidade haverá um local fixo para o recolhimentos dos votos durante o almoço e jantar. O Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra ocorre em todo Brasil entre os dias 1 e 7 de setembro, junto com o Grito dos Excluídos. O evento é uma iniciativa de mais de 50 entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais do campo e da cidade que fazem parte do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo.
domingo, 1 de agosto de 2010
421- INFORMÁTICA, 521, MEIO AMBIENTE - Vitória da Conquista: uma cidade e diversas regionalizações


"Polarizando uma mesoregião com aproximadamente 200 Km de raio e um conjunto de cerca de 80 municípios (a maioria deles situados no Polígono da Seca), Vitória da Conquista atende às demandas de uma população aproximada de 2 milhões de habitantes, representando 17% da população baiana. Trata-se de um entreposto comercial e de serviços que influencia economicamente, inclusive, cidades do Norte-Nordeste de Minas Gerais. Este importante pólo está localizado no centro do cruzamento Norte-Sul do País (rodovia federal BR-116) e no cruzamento Leste-Oeste do Estado da Bahia (rodovia estadual BA-262), situada a 134 km da Ferrovia Centro-Atlântica, e a 276 Km do Porto e do aeroporto de Ilhéus (BA), o que possibilita enorme facilidade para se integrar aos modernos sistemas de transporte e acesso aos mais variados mercados consumidores estaduais e globais. Como todas as cidades brasileiras de médio porte localizadas em entroncamento rodoviário, aglutina os problemas próprios de uma região em que a maior parte dos chefes de família não ganham o suficiente para se manter."
Fonte: Hotel Pousada da Conquista
Sendo Vitória da Conquista um pólo Regional, aponte qual das regionalizações abaixo estaria melhor adequada aos fluxos geoeconômicos a partir de nossa cidade:
MICRORREGIÃO DE VITÓRIA DA CONQUISTA:

Anagé, Barra do Choça, Belo Campo , Boa Nova, Bom Jesus da Serra, Caatiba, Caetanos, Cândido Sales, Dário Meira, Ibicuí, Iguaí, Manoel Vitorino, Mirante, Nova Canaã, , Planalto, Poções, Vitória da Conquista
REGIÃO SUDOESTE DA BAHIA

TERRITÓRIO DE IDENTIDADE DE VITÓRIA DA CONQUISTA

REGIÃO DE INFLUÊNCIA DAS CIDADES:
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